Eu sofro, porque me preocupo muito com alguém que bebe, que está doente e não reconhece isto.
Preciso de ajuda para conhecer meus próprios limites e não invadir o limite do outro, que cego, não irá mudar pelo meu único querer.
Os reflexos do alcolismo atordoam minha família.
Só por hoje serei paciente e não julgarei meu companheiro por suas limitações. Só por hoje serei feliz do jeito que eu sou. Só por hoje eu aceito o fluxo da vida e o ritmo do outro. Só por hoje não me envergonho do que sou ou do que meu companheiro é. Só por hoje tenho certeza que estou evoluindo e tenho feito o possível para ajudar outros em sua evolução. Só por hoje não serei empedimento ou pedra de tropeço para a evolução de outro alguém. Só por hoje não terei medo.
Definitivamente tenho paz neste momento e consciência de minha própria evolução. Tenho consciência da minha dor e do meu desespero e não desejo transferir para outros as minhas mágoas, frustações ou medos.
Conscientemente percebo que influencio o ambiente ao redor e consequentemente as pessoas que estão nele. Me perdoo por ser como sou.
Meus sonhos e aspirações não estão represadas ou foram abortadas, aguardam o momento de suas realizações enquanto cuido de mim, da minha energia, me fortaleço, me compreendo, me perdoo, me gosto.
Estou no caminho do autoconhecimento. Para muitos é uma loucura, para mim, é o meu caminho.
Desejo amar o meu amor com liberdade, por isto não o aprisiono. Não desejo mais me aprisionar também, nem magoar, nem infrigir o direito dele de ir e vir e fazer suas próprias escolhas.
Obrigado Deus, pela lucidez, pelo menos neste momento.
Obrigado, obrigado, obrigado.
Lúcia Siqueira
12:34 h de 19.08.08
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